Wonderland Avenue

Feel free do walk in this boulevard of broken dreams

Missing… April 8, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 7:26 pm

As saudades são a pior coisa que a língua portuguesa inventou desde os seus primórdios.

Advertisements
 

O Sábio April 7, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 9:16 pm

Raios partam aquelas coisas que nos saem pela boca! (risos) Ficamos depois a amargurar para o resto da vida! Tenho uma grande paixão pelas palavras, sobretudo pela justeza delas e do seu uso e, às vezes, saem-me assim umas coisas… Uma vez, no regresso da então União Soviética, também me saiu uma boa: disse que era ver para descrer.”

Júlio Pomar, in ELLE

 

Contagem decrescente March 27, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 10:31 am

Faltam mais ou menos cinco dias úteis para me pôr a andar daqui para fora. Como seria de esperar, começam a passar-me pela cabeça ideias assaz agressivas (assaz – ora aí está palavra que sempre sonhei utilizar), tipo mandar esta secretária janela abaixo, pontapear o computador, pôr bombinhas de mau cheiro nas malas das accounts, escrever palavras de ordem nos espelhos da casa-de-banho (o inevitável “Vão-se foder” seria uma delas, claro), enfim, qualquer coisa violenta e marcante que alterasse esta pseudo-paz de paredes branco-cal. Obviamente não vou tomar nenhuma destas atitudes. Dia-sim-dia-sim, até ao adeus final, vou para casa qual Calimero abandonado no meio do mato sem rebuçados, semicerro os olhos ao volante para não chorar, chamos nomes feios a todos (e todos são mesmo todos) os condutores à minha volta, rogo pragas fraquinhas a pessoas de aspecto feliz, e entro na garagem transformada em Maga Patalógica, de corvo por cima do ombro… É. Os seres frustrados são mais ou menos assim.

 

Question… March 22, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 12:26 pm

Se aos 25 já não me posso aturar, como estarei por volta dos 50?

 

A Fúria March 19, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 11:52 am

Não, não volto nada ao assunto mais tarde. Volto agora. Tenho de aproveitar esta raiva que me está a consumir qual bicha solitária. (respira) Ok. Cá vai disto: se ontem tivesse sido um dia útil (saí uma cerveja a 38 graus para o imbecil que se lembrou de designar de úteis os dias que passamos a carborar de manhã à noite), tinha-me despedido. Quer dizer, despedido, despedido, não tinha – tinha-me vindo embora sem voltar à casa de partida. Afinal, como é que uma pessoa que não tem qualquer vínculo a uma empresa se pode despedir? Adiante. Tinha-me despedido, porque na semana que passou e no fim-de-semana que findou pensei nisso mais de 745362704829 vezes, o que não é propriamente um bom indicador da minha felicidade laboral… E como poderia ser, se tenho 25 anos e recebo, pela minha criatividade, 130 euros? Dá para ser feliz assim? Só se for numa gruta no coração do Nepal… E sedada, porque menosprezarem o nosso trabalho desta forma, só mesmo a dormir 23 em 24 horas… Eu não queria nada soar a pobre e mal agradecida, longe de mim, mas qualquer pessoa com dois neurónios e meio concorda que isto não é vida nenhuma: 25 anos, licenciada há quatro, jornalista por três meses no jornal de sonho, por dois anos numa revista de quase-pesadelo, mal paga o tempo inteiro, todo o tempo sem contrato, sempre-sempre a engolir sapos de secretárias de redacção de mal com o mundo, constantemente com medo de ficar sem o sonho (diz que é pelo sonho que vamos, não me vejo a caminhar para lado nenhum), obrigada a largar o sonho, a bater com a porta e enfrentar o mundo das bestas, a fazer pela vida, e encarar a travessia no deserto uma vez mais, sete meses em casa (é tão giro não fazer nada…), sete meses a fingir que até dá para ser feliz com uma vidinha de merda, depois aparece um sítio novo que nos diz “experimenta” e novamente nos apunhalam por trás – trabalhas à experiência, és licenciado, sabido e viajado, porém… dão-te menos que o Sr. Zé dá ao gato que lhe bebe o leite azedo, ignoram o teu futuro, apagam as tuas vontades, destróem os teus sonhos – não queres nada, não mandas nada, não podes nada. A sério. Isto, esta vida, não é nada. Onde está a miúda rebelde que deixou o secundário com 18 valores e cheia de faltas de comparência, a antítese da boa aluna, a que ia ser alguém por ser diferente? O mundo está a adiá-la, está a desgastá-la, está a tirar-lhe a força, a sugar-lhe o sangue, a roubar-lhe a vida. E posso escrever isto dez vezes, mandar-me para o chão mais vinte, e atirar-me contra a parede cinquenta, que nada muda. Fica tudo na mesma: os recibos, a conta a zeros, a dependência dos pais, a mesada (nunca digam que com x anos não terão mesada, eu fi-lo e aqui estou, peixe que morreu pela boca), a fúria que consome o génio… Se é isto que o meu país tem para mim, então o meu país é uma vergonha porque, com muita pena minha, este texto é escrito a mil mãos. As mãos dos que, como eu, são obrigados a deixar a vida passar-lhe ao lado no cruzamento dos desejos impossíveis.

Um dia o sonho continua.

 

Ingredientes A Usar Para Infelicidade Precoce March 16, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 5:21 pm

Usar a cabeça para algo mais do que cabelo, ganchinhos e lêndias -também há quem lhe chame pensar. Fazê-lo muitas vezes, tantas que até os olhos, que não têm nada a ver com o funcionamento directo da massa cinzenta, fiquem cansados e comecem a ver coisas – ou a não ver nada. Ter mais de duas parecenças com pessoas como eu. E o que caracteriza esses exemplares, pensam os quatro leitores e meio que estão aí desse lado? Simples. São seres humanos do mais reles que pode haver, porque ainda acreditam naquela máxima que o Almeida Garrett falava nas Viagens Na Minha Terra: “O homem nasce bom, a sociedade é que o transforma”. Tretas! O homem não nasce bom porque o homem nasce aos berros, a destruir tudo o que é tímpano, todo cagado, a sujar qualquer bata nova nas dez salas mais próximas do seu berço. Por isso não, as pessoas que crêem em coisinhas destas são um passo atrás na evolução das espécies, e eu insiro-me declaradamente nesse grupo. Os atrasadinhos mentais que preferem roer-se todos a deixarem cair as suas convicções, que acham que a sinceridade é uma bandeira que merece luta, que é melhor dizer sempre a verdade porque a mentira tem perna curtas (mesmo se à sua volta anda tudo de cadeira de rodas…), que têm uma paciência de asno para levar com doentinhos está-se-mesmo-a-ver-que-este-gajo-vai-me-foder-a-vida-toda-em-três-tempos, que assumem o papel me mãe quando deviam estar a dar uma bela queca… Enfim… O caminho a não seguir é por aqui. Se por acaso engoliram em seco três vezes, tenho imensa pena, espera-vos um longo domingo de finados. O mundo não está feito à medida de tesourinhos decadentes como nós, por isso a coisa pode ser realmente má. A boa notícia é que descobri a solução (afinal de contas, fui eu que inventei o post) para o nosso pseudo-drama, por isso quando acabarem de ler façam refresh: ao vosso lado aparecerá a Penélope (homens) ou o Sean (mulheres) – NOT.

 

A Puta Da Verdade March 15, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 6:04 pm

O meu pequeno mundo é povoado por anormais de grande calibre, com fortes hipóteses de atingirem a categoria de otários sem retorno. Já suspeitava, mas nos últimos dias tirei a prova dos nove. Eu também não escapo: dou-me com eles.