Wonderland Avenue

Feel free do walk in this boulevard of broken dreams

Hoje April 10, 2007

Filed under: everyday life — Aninha @ 3:25 pm

Não dormi até ao meio-dia. Não tinha olheiras quando me levantei. Não me queixei uma única vez por ser cedo. Não praguejei contra os blocos informativos matinais. Não tive frio nem calor. Não me sentei no sofá feita abóbora. Não. Fui bonita, tomei o pequeno-almoço, li blogs, mandei cv’s, fui ao ginásio, olhei para o telemóvel 463846 vezes, combinei nem sei bem o quê, e agora estou mais ou menos a cair para o chão com tanta atitude samaritana. Aposto que o dia não acaba sem (eu) dar para o torto.

 

Eh pá, ‘tá porreiro… March 21, 2007

Filed under: everyday life — Aninha @ 6:26 pm

– Quando é que vocês se vão embora? Daqui a 15 dias? Hum… Então está quase, não é?

É. Parece que é. Aqui vamos nós outra vez. Olho da rua… E mais não escrevo. A felicidade está-me a entupir a veia criativa.

 

# 1 March 19, 2007

Filed under: everyday life — Aninha @ 10:19 am

A Maya não se enganou – elementar. Claro que eu dei a minha ajudinha pessoal… Fui dormir às duas e meia, a contragosto, depois de perder um texto que estava a passar para aqui, e que o meu computador decidiu eliminar sem dó nem piedade. Chamava-se “A Fúria”. Voltarei a ele muito em breve, já se está mesmo a ver porquê.

 

Auto-flagelação March 14, 2007

Filed under: everyday life — Aninha @ 3:32 pm

Estou a ter um ataque. De caspa.

 

Os Forwards March 13, 2007

Filed under: everyday life — Aninha @ 11:22 am

Ainda não são dez da manhã e já tenho dois ou três à minha espera. Isto porque fui dormir de madrugada, e limpei o mail antes de ir para a caminha. Até à hora de almoço devem ser uns dez, doze, não sei ao certo. Chegam em catadupa, outras vezes separados, outras ainda ordenados por remetente. Depois à tarde a coisa acalma um bocadinho – como se nós, portugueses, tivessemos o hábito da sesta – mas lá para o fim do dia voltam à carga. É ver a janelinha do Messenger a aparecer no canto inferior direito do ecrã a abrir e a fechar, feita doida, e lá vem mais disto. Os forwards. Essa praga da geração recibo verde. E da geração MTV e de todas as que estão abaixo. Basta um botãozinho para passar ao outro e não ao mesmo, e esturrar-lhe a paciência no entretanto. São fotografias do cão e do piriquito, são anedotas do Herman e do sósia, são recortes de jornais do interior, são torradeiras com migalhas, são autógrafos do Sócrates falsificados, são anúncios tão-bons-tão-bons que causam arrepios na espinha de um fantasma, são dicas para conquistar homens e afastar mulheres… Tudo serve para fazer forward. O pior é quem não tem paciência, nem tempo, nem vontade de levar com estes bilhetinhos electrónicos que entopem caixas de correio – sim, porque normalmente são tão grandes como as filas da segunda circular em hora de ponta – , e que é obrigado a curvar-se perante a sua existência mais do que instituida. Dizer aos amigos? Somos antipáticos. Mandar um mail anti-forward? Somos anti-sociais. Apagar na hora? É apagar o dia todo. Urge encontrar solução para este tipo de lixo amigável. Como ainda não sei qual é, voltarei ao assunto num dos próximos capítulos da minha saga “Eu contra o mundo”.

 

Oficialmente Doente March 6, 2007

Filed under: everyday life — Aninha @ 6:23 pm

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Rendi-me às evidências e capitulei perante a tosse que tomava conta de mim desde quinta-feira. Agora que somos uma só, irmã, filha, mãe, melhor amiga, namorada, esposa, amante, e sabe-se lá mais o quê, percebo o que querem dizer aquelas pessoas que se sentem sufocadas numa relação. É mais ou menos assim como eu estou: quero muito que esta coisa saia de mim mas, ao mesmo tempo, sei que não tenho maneira de a expulsar, pior, que não me cabe a mim fazê-lo, porque aquilo que temos é, para o bem e para o mal, muito mais forte do que um simples comichão no braço direito. Por isso aguentamos, deixamos estar, arrastamos, deixamos ir, e quando tudo já é tão mau como nunca queríamos que tivesse sido, aí decidimos que talvez o melhor a fazer seja procurar o local da ferida e começar a tratá-la antes que alastre pelo corpo inteiro. Eu comecei hoje a tratar a minha tosse alérgica. E vocês, já arregaçaram as mangas do vosso dia-a-dia?

 

Carta Aberta À Estupidez February 28, 2007

Filed under: everyday life — Aninha @ 5:15 pm

Há 20 anos atrás (quando uma pessoa tem estatuto para escrever coisas destas, é porque está a ficar velha), tinha eu CINCO anos e uns meses (mas é sempre bom sublinhar a idade, não vá algum atrasadinho pensar coisas que não deve), cruzei-me com um senhor na rua que gritava, alto e bom som: “O Mário Soares e os cachopos, era tudo na prisão. Tudo fechado na prisão!”. Não sei de onde é que lhe vinha aquela raiva do orelhas e das criancinhas, mas percebo que quando estamos enervados nos apeteça mandar toda a gente badamerda. Hoje, por exemplo. Saio de casa às 6:50 da manhã, cedo para xu-xu e cedíssimo para o meu habitual, e mal deixo a minha rua tenho à minha frente uma mulherzinha vulgar que insiste em parar nos semáforos verdes. Nas passadeiras vazias, olha para ver se não há ninguém. Desconfio que, sozinha naquele carro verde bandeira (muito melhor que o meu, é um facto, mas a cor é uma ofensa ao gosto de uma iraquiana com dinheiro em Paris), também olhava para o lado a ver se não estava ninguém sentado no banco do pendura, depois de um cruzamento.

Quando chegámos à Praça de Espanha, vazia como numa noite de Verão, matei-a. Ainda não se paga para sonhar, pois não?