Wonderland Avenue

Feel free do walk in this boulevard of broken dreams

A Fúria March 19, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 11:52 am

Não, não volto nada ao assunto mais tarde. Volto agora. Tenho de aproveitar esta raiva que me está a consumir qual bicha solitária. (respira) Ok. Cá vai disto: se ontem tivesse sido um dia útil (saí uma cerveja a 38 graus para o imbecil que se lembrou de designar de úteis os dias que passamos a carborar de manhã à noite), tinha-me despedido. Quer dizer, despedido, despedido, não tinha – tinha-me vindo embora sem voltar à casa de partida. Afinal, como é que uma pessoa que não tem qualquer vínculo a uma empresa se pode despedir? Adiante. Tinha-me despedido, porque na semana que passou e no fim-de-semana que findou pensei nisso mais de 745362704829 vezes, o que não é propriamente um bom indicador da minha felicidade laboral… E como poderia ser, se tenho 25 anos e recebo, pela minha criatividade, 130 euros? Dá para ser feliz assim? Só se for numa gruta no coração do Nepal… E sedada, porque menosprezarem o nosso trabalho desta forma, só mesmo a dormir 23 em 24 horas… Eu não queria nada soar a pobre e mal agradecida, longe de mim, mas qualquer pessoa com dois neurónios e meio concorda que isto não é vida nenhuma: 25 anos, licenciada há quatro, jornalista por três meses no jornal de sonho, por dois anos numa revista de quase-pesadelo, mal paga o tempo inteiro, todo o tempo sem contrato, sempre-sempre a engolir sapos de secretárias de redacção de mal com o mundo, constantemente com medo de ficar sem o sonho (diz que é pelo sonho que vamos, não me vejo a caminhar para lado nenhum), obrigada a largar o sonho, a bater com a porta e enfrentar o mundo das bestas, a fazer pela vida, e encarar a travessia no deserto uma vez mais, sete meses em casa (é tão giro não fazer nada…), sete meses a fingir que até dá para ser feliz com uma vidinha de merda, depois aparece um sítio novo que nos diz “experimenta” e novamente nos apunhalam por trás – trabalhas à experiência, és licenciado, sabido e viajado, porém… dão-te menos que o Sr. Zé dá ao gato que lhe bebe o leite azedo, ignoram o teu futuro, apagam as tuas vontades, destróem os teus sonhos – não queres nada, não mandas nada, não podes nada. A sério. Isto, esta vida, não é nada. Onde está a miúda rebelde que deixou o secundário com 18 valores e cheia de faltas de comparência, a antítese da boa aluna, a que ia ser alguém por ser diferente? O mundo está a adiá-la, está a desgastá-la, está a tirar-lhe a força, a sugar-lhe o sangue, a roubar-lhe a vida. E posso escrever isto dez vezes, mandar-me para o chão mais vinte, e atirar-me contra a parede cinquenta, que nada muda. Fica tudo na mesma: os recibos, a conta a zeros, a dependência dos pais, a mesada (nunca digam que com x anos não terão mesada, eu fi-lo e aqui estou, peixe que morreu pela boca), a fúria que consome o génio… Se é isto que o meu país tem para mim, então o meu país é uma vergonha porque, com muita pena minha, este texto é escrito a mil mãos. As mãos dos que, como eu, são obrigados a deixar a vida passar-lhe ao lado no cruzamento dos desejos impossíveis.

Um dia o sonho continua.

 

# 1 March 19, 2007

Filed under: everyday life — Aninha @ 10:19 am

A Maya não se enganou – elementar. Claro que eu dei a minha ajudinha pessoal… Fui dormir às duas e meia, a contragosto, depois de perder um texto que estava a passar para aqui, e que o meu computador decidiu eliminar sem dó nem piedade. Chamava-se “A Fúria”. Voltarei a ele muito em breve, já se está mesmo a ver porquê.

 

Previsão Para As Próximas Cinco Manhãs (blherc) March 18, 2007

Filed under: pics — Aninha @ 9:08 pm

Ontem dei de caras com a Maya no cabeleireiro – medo, muito medo… Tivemos um tête-à-tête imaginário e ela disse-me que vai ser este o meu lindo aspecto nos cinco dias que aí vêm:

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Pensando bem, não precisava de Mayas nem de outras abelhas para adivinhar isso, mas vá.

 

Ingredientes A Usar Para Infelicidade Precoce March 16, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 5:21 pm

Usar a cabeça para algo mais do que cabelo, ganchinhos e lêndias -também há quem lhe chame pensar. Fazê-lo muitas vezes, tantas que até os olhos, que não têm nada a ver com o funcionamento directo da massa cinzenta, fiquem cansados e comecem a ver coisas – ou a não ver nada. Ter mais de duas parecenças com pessoas como eu. E o que caracteriza esses exemplares, pensam os quatro leitores e meio que estão aí desse lado? Simples. São seres humanos do mais reles que pode haver, porque ainda acreditam naquela máxima que o Almeida Garrett falava nas Viagens Na Minha Terra: “O homem nasce bom, a sociedade é que o transforma”. Tretas! O homem não nasce bom porque o homem nasce aos berros, a destruir tudo o que é tímpano, todo cagado, a sujar qualquer bata nova nas dez salas mais próximas do seu berço. Por isso não, as pessoas que crêem em coisinhas destas são um passo atrás na evolução das espécies, e eu insiro-me declaradamente nesse grupo. Os atrasadinhos mentais que preferem roer-se todos a deixarem cair as suas convicções, que acham que a sinceridade é uma bandeira que merece luta, que é melhor dizer sempre a verdade porque a mentira tem perna curtas (mesmo se à sua volta anda tudo de cadeira de rodas…), que têm uma paciência de asno para levar com doentinhos está-se-mesmo-a-ver-que-este-gajo-vai-me-foder-a-vida-toda-em-três-tempos, que assumem o papel me mãe quando deviam estar a dar uma bela queca… Enfim… O caminho a não seguir é por aqui. Se por acaso engoliram em seco três vezes, tenho imensa pena, espera-vos um longo domingo de finados. O mundo não está feito à medida de tesourinhos decadentes como nós, por isso a coisa pode ser realmente má. A boa notícia é que descobri a solução (afinal de contas, fui eu que inventei o post) para o nosso pseudo-drama, por isso quando acabarem de ler façam refresh: ao vosso lado aparecerá a Penélope (homens) ou o Sean (mulheres) – NOT.

 

A Puta Da Verdade March 15, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 6:04 pm

O meu pequeno mundo é povoado por anormais de grande calibre, com fortes hipóteses de atingirem a categoria de otários sem retorno. Já suspeitava, mas nos últimos dias tirei a prova dos nove. Eu também não escapo: dou-me com eles.

 

[...] March 14, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 3:41 pm

A sério, estou a sufocar de tédio… Logo hoje que acordei de bom humor! Mas será que o efeito Marilyn só dura quatro a cinco horas quando usado na minha pessoa?! Droga de sistema nervoso, ainda ontem à noite estive com a neura, não era suposto ver passarinhos agora?! Já olhei para o telefone umas 88 vezes (numa delas tropecei num insólito “mummy” e, pasme-se!, fui simpática até à ponta do meu fio de cabelo mais comprido, o que não é mesmo nada normal), abri e fechei o MSN tantas vezes quantas o lerdo do meu rato permite, olhei para a janela a ver se vinha alguém (é realmente muito possível que aconteça algo de excitante quando se trabalha num 11º andar…), fechei os olhos durante o sol do almoço, e nada. Nada. Lentamente, estou a voltar a tomar conta de mim. Faz de conta que me ausentei para uma ida à praia, e que agora estou de volta, de cabeça esturrada – ipsis verbis. Não há pachorra para me aturar, de facto.

 

Auto-flagelação March 14, 2007

Filed under: everyday life — Aninha @ 3:32 pm

Estou a ter um ataque. De caspa.

 

Wonder Woman March 13, 2007

Filed under: pics — Aninha @ 3:51 pm

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Vá. Agora metam-se comigo.

 

Os Forwards March 13, 2007

Filed under: everyday life — Aninha @ 11:22 am

Ainda não são dez da manhã e já tenho dois ou três à minha espera. Isto porque fui dormir de madrugada, e limpei o mail antes de ir para a caminha. Até à hora de almoço devem ser uns dez, doze, não sei ao certo. Chegam em catadupa, outras vezes separados, outras ainda ordenados por remetente. Depois à tarde a coisa acalma um bocadinho – como se nós, portugueses, tivessemos o hábito da sesta – mas lá para o fim do dia voltam à carga. É ver a janelinha do Messenger a aparecer no canto inferior direito do ecrã a abrir e a fechar, feita doida, e lá vem mais disto. Os forwards. Essa praga da geração recibo verde. E da geração MTV e de todas as que estão abaixo. Basta um botãozinho para passar ao outro e não ao mesmo, e esturrar-lhe a paciência no entretanto. São fotografias do cão e do piriquito, são anedotas do Herman e do sósia, são recortes de jornais do interior, são torradeiras com migalhas, são autógrafos do Sócrates falsificados, são anúncios tão-bons-tão-bons que causam arrepios na espinha de um fantasma, são dicas para conquistar homens e afastar mulheres… Tudo serve para fazer forward. O pior é quem não tem paciência, nem tempo, nem vontade de levar com estes bilhetinhos electrónicos que entopem caixas de correio – sim, porque normalmente são tão grandes como as filas da segunda circular em hora de ponta – , e que é obrigado a curvar-se perante a sua existência mais do que instituida. Dizer aos amigos? Somos antipáticos. Mandar um mail anti-forward? Somos anti-sociais. Apagar na hora? É apagar o dia todo. Urge encontrar solução para este tipo de lixo amigável. Como ainda não sei qual é, voltarei ao assunto num dos próximos capítulos da minha saga “Eu contra o mundo”.

 

O Pecado Mortal Em Forma De Gente March 12, 2007

Filed under: pics — Aninha @ 6:05 pm

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Há Lá Bonequinho Mais Fofo? March 12, 2007

Filed under: pics — Aninha @ 12:12 pm

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Lindo! Lindo! Uma rodada de imperiais, caipirinhas, vodkas redbull, sangrias, flutes de champanhe, vinho tinto e branco e tudo e tudo e tudo ao inventor desta pérola dos ícones animados! Oh, yeah! Me like it!

 

What Goes Around Comes Around March 11, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 6:46 pm

Uma vez perguntei, num outro blog, “PARA ONDE VÃO OS AMORES QUE FORAM UM DIA?”. Era uma pergunta retórica, claro, feita de sorriso calimero, lágrima no canto do olho e trezentas toneladas de tristeza em cima. Hoje em dia gostava de responder qualquer coisa como isto: Se não foram, deviam ter ido para o mar. Com uma grande bebedeira. Para se afogarem, e desaparecerem sem darem por isso. Para sempre – todo o sempre. Porque se há merda maior que o retorno de um amor que um dia foi amor, é a permanência desse amor que julgávamos perdido, dia e noite, na nossa cabeça (pior, no nosso coração), tac, tac, tac…

 

Dia Do “Vira-O-Disco-E-Toca-O-Mesmo” March 8, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 9:16 pm

Há dias em que só me apetece chorar por ser mulher. Não, a sério. Isto é dito straight from the heart. Há dias em que nós, mulheres, descemos tão baixo na escala da autoflagelação por motivos irrisórios, que só me apetece pôr a cabeça dentro de um balde cheio de merda e não ouvir, ver nem ler mais nada – tenham algum dó! Mas não, não têm. As madalenas arrependidas que agradecem aos céus e aos anijinhos pelo fantochada que é o Dia Mundial da Mulher, são as mesmas que enchem os seus blogs de imagens de cãezinhos, gatinhos, patinhos, coelhinhos e mais não sei quantos inhos, fotografias dos bebés que hão-de ter, corações e outras miudezas que, só de mencionar, dão comichão; são as mesmas que acham que a mulher é um ser inferior, e que como tal a sua existência deve ser lembrada num dia específico, para logo ser esquecida nos outros 364/365; são as mesmas que baixam a cabeça perante direitos e liberdades diferentes, porque os homens não precisam de nenhum dia – todos os dias são dias do homem; são as mesmas que fazem um sorriso amarelo se alguém lhes dá algo que merecem, e ainda rastejam por isso. Não! Chega! Onde vamos com mentalidades salazaristas destas? Para quê a puta de um dia da mulher? A mulher é algum ser atrasadinho que precise que lhe digam que está aqui, que está viva, que mexe, que sente, que pode, que quer, que faz? Tenham dó, criem o Dia Mundial do Feriado para Sexo, que isso sim dava jeito. O resto são conversas – da treta.

 

Quem sabe, sabe… March 7, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 9:58 pm

- Acreditaste em mim?
- Fizeste bem. Te dou um conselho: não confies em homem que não sabe mentir.

Mia Couto, in Terra Sonâmbula

 

Oficialmente Doente March 6, 2007

Filed under: everyday life — Aninha @ 6:23 pm

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Rendi-me às evidências e capitulei perante a tosse que tomava conta de mim desde quinta-feira. Agora que somos uma só, irmã, filha, mãe, melhor amiga, namorada, esposa, amante, e sabe-se lá mais o quê, percebo o que querem dizer aquelas pessoas que se sentem sufocadas numa relação. É mais ou menos assim como eu estou: quero muito que esta coisa saia de mim mas, ao mesmo tempo, sei que não tenho maneira de a expulsar, pior, que não me cabe a mim fazê-lo, porque aquilo que temos é, para o bem e para o mal, muito mais forte do que um simples comichão no braço direito. Por isso aguentamos, deixamos estar, arrastamos, deixamos ir, e quando tudo já é tão mau como nunca queríamos que tivesse sido, aí decidimos que talvez o melhor a fazer seja procurar o local da ferida e começar a tratá-la antes que alastre pelo corpo inteiro. Eu comecei hoje a tratar a minha tosse alérgica. E vocês, já arregaçaram as mangas do vosso dia-a-dia?

 

LoL March 5, 2007

Filed under: fait-divers — Aninha @ 4:40 pm

Uma professora de inglês escreve no quadro a seguinte frase:

A WOMAN WITHOUT HER MAN IS NOTHING

Pede aos alunos para a pontuarem. Os rapazes fazem assim:

“A woman, without her man, is nothing…”

As raparigas, porém, escolhem esta versão:

“A woman! Without her, man is nothing!”

 

Manifesto Anti-Pequenotes March 4, 2007

Filed under: fait-divers — Aninha @ 4:58 pm

Não, seus sete pervertidos que lêem este blog. O texto que agora começa não é sobre o tamanho do orgão sexual masculino, a.k.a. pénis, essa coisa viscosa de que toda a gente fala mas poucas pessoas usam. Não. Este desabafo versa os pequenotes, sim, mas doutra área – a do comércio, essa instituição nacional que tantos coros de protesto consegue juntar numa só mesa, mesmo que ninguém saiba do que se está a falar; essa organização-toma-lá-dá-cá, isto custa x e aquilo custa y, se não tens dinheiro saca do VISA que o melhor da vida é puderes passá-la a pagar as contas do mês passado, e do outro, e do outro, e do outro… E o que eu quero dizer é isto: o comércio, em Portugal, tem de tomar um novo rumo. O importante são os hipermercados (ora aqui está uma coisinha que, se eu nunca pensei escrever na vida, quanto mais sentir! – e o pior é que é mesmo verdade, e nem estou sob efeito de substâncias alucinogénicas, não fumo uma ganzinha há meses, daqui a pouco nem o cheiro reconheço…), e o resto é conversa do empata. Que grande porra é esta de estarem fechados ao domingo à tarde há mais de cinco anos? Cinco?! Vai na volta e são uns dez! Será que é preciso mais de duas ervilhas num cérebro para se perceber que não é por nos privarem destes pseudo-templos do consumo que as mercearias (eta!, nome enervante!) vão sobreviver ao descalabro do seu apego ao passado? As mercearias estão fechadas, otários! O Sr. João de Ermesinde fecha a porta ao sábado à hora de almoço, e só a volta a abrir na segunda de manhã! E no entretanto, para ele “não perder clientes”, tem de ficar tudo a arder? PLEASE! E as pessoas que trabalham das 10 às 20 (no mínimo!), e não têm puta de tempo nenhum para encher a dispensa, como é? Não comem? Ah, não! Saem do emprego e vão duas horinhas para o Continente que até vão de lado! Descansar?! Descansam quando morrerem, porque o Sr. João, que está em Ermesinde a ver a maratona de novelas da TVI com a mulher e o gato preto-e-branco, não pode perder clientes! Mesmo que os cornflakes do seu estabelecimento tenham, na data de validade, 08/05/1998… É por alminhas como estas que eu e mais triliões de desgraçados perdemos dezenas de sábados por ano em filas de hipermercado: temos de ir naquele dia, porque ao domingo fecha à uma, e por isso, vamos todos – e somos muitos.

Gostava de saber quantas mercearias foram cotadas na bolsa desde que o cabrão do Guterres decidiu fechar os Jumbos ao domingo. Já agora, também não me importava de conhecer os nomes das que têm franchises espalhados pelo país. Santo cinismo.

 

Cruel(la) March 3, 2007

Filed under: pics — Aninha @ 11:47 pm

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Um pequeno mimo para as meninas (umas queriiidas…) que fazem com que, todos os dias, as minhas orelhas de porcelana atinjam um vermelho escarlate de temperaturas pouco recomendáveis! Vade retro, sonsas de merda.

 

Carta Aberta À Estupidez February 28, 2007

Filed under: everyday life — Aninha @ 5:15 pm

Há 20 anos atrás (quando uma pessoa tem estatuto para escrever coisas destas, é porque está a ficar velha), tinha eu CINCO anos e uns meses (mas é sempre bom sublinhar a idade, não vá algum atrasadinho pensar coisas que não deve), cruzei-me com um senhor na rua que gritava, alto e bom som: “O Mário Soares e os cachopos, era tudo na prisão. Tudo fechado na prisão!”. Não sei de onde é que lhe vinha aquela raiva do orelhas e das criancinhas, mas percebo que quando estamos enervados nos apeteça mandar toda a gente badamerda. Hoje, por exemplo. Saio de casa às 6:50 da manhã, cedo para xu-xu e cedíssimo para o meu habitual, e mal deixo a minha rua tenho à minha frente uma mulherzinha vulgar que insiste em parar nos semáforos verdes. Nas passadeiras vazias, olha para ver se não há ninguém. Desconfio que, sozinha naquele carro verde bandeira (muito melhor que o meu, é um facto, mas a cor é uma ofensa ao gosto de uma iraquiana com dinheiro em Paris), também olhava para o lado a ver se não estava ninguém sentado no banco do pendura, depois de um cruzamento.

Quando chegámos à Praça de Espanha, vazia como numa noite de Verão, matei-a. Ainda não se paga para sonhar, pois não?

 

Quando rapar a cabeça… February 27, 2007

Filed under: pics — Aninha @ 11:20 am

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… significa tirar inclusivamente o que está dentro dela.