Wonderland Avenue

Feel free do walk in this boulevard of broken dreams

Carta Aberta À Estupidez February 28, 2007

Filed under: everyday life — Aninha @ 5:15 pm

Há 20 anos atrás (quando uma pessoa tem estatuto para escrever coisas destas, é porque está a ficar velha), tinha eu CINCO anos e uns meses (mas é sempre bom sublinhar a idade, não vá algum atrasadinho pensar coisas que não deve), cruzei-me com um senhor na rua que gritava, alto e bom som: “O Mário Soares e os cachopos, era tudo na prisão. Tudo fechado na prisão!”. Não sei de onde é que lhe vinha aquela raiva do orelhas e das criancinhas, mas percebo que quando estamos enervados nos apeteça mandar toda a gente badamerda. Hoje, por exemplo. Saio de casa às 6:50 da manhã, cedo para xu-xu e cedíssimo para o meu habitual, e mal deixo a minha rua tenho à minha frente uma mulherzinha vulgar que insiste em parar nos semáforos verdes. Nas passadeiras vazias, olha para ver se não há ninguém. Desconfio que, sozinha naquele carro verde bandeira (muito melhor que o meu, é um facto, mas a cor é uma ofensa ao gosto de uma iraquiana com dinheiro em Paris), também olhava para o lado a ver se não estava ninguém sentado no banco do pendura, depois de um cruzamento.

Quando chegámos à Praça de Espanha, vazia como numa noite de Verão, matei-a. Ainda não se paga para sonhar, pois não?

 

Quando rapar a cabeça… February 27, 2007

Filed under: pics — Aninha @ 11:20 am

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… significa tirar inclusivamente o que está dentro dela.

 

Ena pá… February 26, 2007

Filed under: fait-divers — Aninha @ 5:03 pm

Ando a escrever que nem uma doida! Por este andar sou capaz de magoar os dedinhos nas teclas do computador… NOT!

 

Ódio. February 19, 2007

Filed under: dreams — Aninha @ 11:39 am

Pior que ter um ex-namorado que é um mente-capto, é ter um ex-namorado que é um mente-capto e ainda ser obrigada a ter de publicitar o trabalho de sua excelência. Ah, pois.

 

Brasil, Essa Felicidade February 15, 2007

Filed under: pics — Aninha @ 3:43 pm

Há um ano foi assim. E foi bom demais.

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Toma Lá Verdade February 14, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 3:44 pm

Eu sou gira – tu és feio. Eu sou magra – tu és um esqueleto com pele. Eu tenho um cabelo brilhante – o teu foi cortado por um cego. Eu tenho amigos – tu nem te lembras deles, estás demasiado ocupado em te achares o máximo. Eu sou inteligente – tu és prepotente. Eu sou divertida – tu és mais chato que um disco riscado. Eu interesso-me pelas coisas, tu queres que as coisas se interessem por ti. Eu digo asneiras – tu és a encarnação da asneira. Eu gosto de correr mundo – tu esperas que o mundo gire à volta de ti.

Ainda bem que descobriste que eu não era o amor da tua vida! Livraste-me de boa…

 

Proudly Single! February 13, 2007

Filed under: fait-divers — Aninha @ 6:44 pm

Amanhã é “dia dos namorados”. Ainda bem que não tenhum nenhum. É da maneira que posso ter vários.

 

Pois É. February 12, 2007

Filed under: pics — Aninha @ 11:07 am

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Há-de Chegar O Amanhã February 6, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 4:17 pm

“Tudo passa – sofrimento, dor, sangue, fome, peste. A espada também passará, mas as estrelas ainda permanecerão quando as sombras de nossa presença e os nossos feitos se tiverem desvanecido da Terra. Não há homem que não saiba disso. Por que então não voltamos os nossos olhos para as estrelas? Por quê?”

Mikhail Bulgakov,
citado n’ “O demónio do meio-dia”, de Andrew Solomon

NOTA: Descoberto aqui

 

Sem rumo, sem terra, sem nada February 6, 2007

Filed under: pics — Aninha @ 11:02 am

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É aqui que eu estou agora – em lugar nenhum.

 

Na Vida, É Assim February 5, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 3:32 pm

O maior erro que podemos cometer é tomar a vida como garantida. Achar que sabemos das coisas. Julgar que conhecemos as pessoas. Nunca é assim. Nós nascemos para jogar um jogo que ninguém nos ensinou, e passamos o tempo a gastar os nossos últimos minutos de vida em acções que apenas nos levam para longe de nós. Na vida, é assim. O meu mal foi pensar que o pior já tinha passado, quando na verdade ele ainda estava para vir. No meio de uma conversa como tantas outras, ficas a saber que o teu outro lado deixa de existir para ti, que não tens mais ninguém a quem chamar de eu, que estás subitamente sozinha naquela viagem. No meio de um telefonema, desaparecem meses e meses de vida a dois. Para sempre. Assim como quem inspira fundo, e larga a vida toda na hora de expirar. É assim que te dizem que chegou ao fim. E ainda nem abriste os olhos.

 

Passar bem February 3, 2007

Filed under: thougths — Aninha @ 9:47 pm

Há pessoas que valem a pena. E depois há outras que não prestam mesmo para nada. Nem para limpar o cú.

 

Não há mal que sempre dure, não é? February 1, 2007

Filed under: everyday life — Aninha @ 12:31 pm

Pum! Pum! Pum! Párárá, párárá, párárá! Weee! Weee! Tchum! Tchutchurumrum! Pam-pam! Estes são os sons do fogo-de-artíficio que, se possuísse uma conta bancária decente, tinha mandado explodir esta madrugada. A razão para celebrar é simples: Janeiro chegou ao fim! Não que nutra qualquer tipo de antipatia aguda por este mês em particular (além de ser inverno, estar frio, ser obrigada a sorrir porque chegou um novo ano, ter de partilhar a minha falta de resoluções para os próximos tempo, não há nada de especial que me irrite em Janeiro), o problema prende-se mesmo com Janeiro de 2007. Pois é. Estes primeiros 31 dias só não foram piores porque não tiveram mais horas. Caso contrário, meus amigos, tinha sido o fim da picada! O mêszito que agora termina foi feio, porco e mau. Foi frio. Foi demorado. Foi estrangulador. Foi detestável. Foi esquecível à primeira oportunidade… Só faltou assistir a uma invasão de marcianos, apanhar trânsito todos os dias e não hora-sim-hora-não, ter cortado o cabelo à escovinha, e assistir a mais debates sobre o referendo do aborto. Chega! Nunca mais volto a Janeiro de 2007. Podem-me oferecer viagens de sonho, o cartão novo do Continente ou um emprego em que receba mais do que zero euros. Sou fiel aos meus principios, e os meus principios dizem-me que o estado não-estou-bem-mas-já-estive-bem-pior não se compra. E é nesse estado que eu quero estar a partir de agora.