É. Acho que por mais que o tempo passe, acaba sempre tudo nisto:

A maior tristeza é afirmá-lo quando ainda só passa um mês do “novo ano”.
É. Acho que por mais que o tempo passe, acaba sempre tudo nisto:

A maior tristeza é afirmá-lo quando ainda só passa um mês do “novo ano”.
Hoje descobri que sou burra. Por mais que me esforce, sou burra. Burra que dói. Sabendo isto, o que é que eu devia fazer? Ficar quieta – parar. Porque os burros são burros por natureza, e por mais ensinamentos que lhes passem nunca saem da cepa torta. Hoje descobri que sou burra. A juntar às infelicidades todas que tenho descoberto a meu respeito, só me dá vontade de fazer a sesta durante um semestre.
Cheguei a Lisboa ainda não eram três da tarde. Pelo caminho, apanhei chuva, nevoeiro e céu branco. Quando saí do carro, o frio gelou todos os ossos do meu corpo – um por um. À porta do meu prédio tinha um aviso: “bem-vindo aos pólos, agasalhe-se pela sua saúde”. Ainda pensei que fosse uma brincadeira, mas as diferenças entre o hall do meu andar e um frigorífico não eram assim tantas… Meti-me na cama e dormi. O quê?! “Meti-me na cama e dormi”?! Ná! Saí de casa, fui ao Colombo, dei encontrões em 16784831 pessoas, pedi por favor para entrar na Fnac, comprei dois CD’s e um DVD do Coppola (“Do Fundo do Coração”, que aproveito para não aconselhar a ninguém), um pseudo-vestidinho na H&M, umas calças toma-lá-o-teu-novo-número-agora-que-estás-mondigliana, voltei para o paraíso do betão (convém saltar a parte em que me arrastei até ao Pingo Doce para comprar porcarias que me destróem o estômago), vi teevisão ao acaso, vi o dito filme, terminei as revistas de fim-de-semana, perdi-me num banho de imersão, ri com o Gato Fedorento, fiz zapping e, quando me finalmente alcancei o vale dos lençóis, achei que não o dia não me tinha chegado para metade das coisas que queria fazer. O que vale é que quando o dia acaba, acabam também as minhas oportunidades para me entupir de m*****. Sou o meu vilão preferido, não há dúvidas…
Será que faz muito mal se eu comer estas bolachinhas todas?




Oh, meu Deus, por que é que eu sou tão fraquinha? Por que é que eu não consigo viver sem bolachas? Sem muitas bolachas…
Hoje, graças ao meu mundo, sinto-me assim:
E acreditem: já não me preocupo por não conseguir fazer um upload correctamente. Sinceramente, até acho que assim fica giro! Danem-se as convenções, o que interessa é agir!
vou passar o fim-de-semana fora; diz que é com o meu namorado; diz que fazemos aniversário; diz que estamos em sintonia; diz que temos saudades um do outro; diz que estou a A-D-O-R-A-R as minhas novas funções; diz que me apetece ficar a trabalhar até tarde; diz que não tenho sono; diz que a energia está ao virar da esquina. Diz que a vida, lentamente, me volta a correr bem…
Pela primeira vez, desde que voltei a trabalhar, fiz qualquer coisa de útil com os meus dias de folga. Em vez de me fechar em casa e dormir até o mundo gritar por segunda-feira, agarrei nas poucas forças que tinha e tentei aproveitar ao máximo o tempo livre. E tem-me sido tão difícil relaxar, que as mudanças de sábado e domingo são dignas de post. A pequena reviravolta começou na sexta-feira: ia eu pousar este corpinho enervante na caminha, era mais ou menos meia-noite, quando me deu uma fúria e me emperiquitei (será que esta palavra só existe em linguagem falada?) toda para ir sair; liguei à minha melhor amiga, fui buscá-la, e encontrámos a galera, que eu já não via há um mês (ando pouco bicho do mato, ando…). Nas poucas horas que estive fora da toca consegui esboçar um sorriso mais do que amarelo, dei valentes gargalhadas, conversei bastante, e voltei para casa quase parecida comigo… Sono, madrugada, sábado. Dormi até o telefone me acordar para a vida, aproveitei o sol na melhor companhia, tive o jantar mais agradável dos últimos tempos, deixei Cascais já tarde mas ainda a tempo de passar pela Fnac e comprar o segundo DVD da Anatomia de Grey… Weeeee! E se eu amanhã acordasse cedinho? Domingo, 11 horas, tempo de pegar nas aventuras de Meredith e gozar o descanso. Mas gastar um dia inteiro em frente à televisão é tudo menos saudável! Toca a saltar do sofá e enfrentar finalmente o ginásio, toca a ir à manicure, toca a devolver o vestidinho da H&M comprado sob pressão, toca a combinar um cinema… Toca a capitular perante tanta modificação. Estava o Scoop a começar no UCI e eu a ligar o dvd (máquina) para mais crises no hospital de Seattle. Infeliz…
Respira-se fim-de-semana por estas bandas. O headline desinteressante que me calhou criar já saiu da fábrica, e agora só me resta inventar o que fazer. Procurar citações, por exemplo. É das coisas que mais gosto de fazer. Acho fantástico o mundo estar cheio de frases brilhantes, que não precisam nem de uma imagem! Hoje estou a dedicar algum tempo aos últimos suspiros falados de moribundos cinco-estrelas. Talvez por ter estado ontem a ler sobre isso, as primeiras palavras finais de que me lembro são as de Oscar Wilde. Parece que, antes de ir desta para melhor o poeta terá tido um duelo com a decoração do quarto de hotel onde se encontrava. Sempre irreverente, mandou um “My wallpaper and I are fighting a duel to the death. One or the other of us has to go”, frequentemente encurtado para “These curtains are killing me, one of us has got to go”. Genial! Sócrates não sabia nada, mas tinha a certeza de que devia um galo a alguém, por isso pediu que tratassem disso por ele: “Crito, I owe a cock to Asclepius. Will you remember to pay the debt?”. Ao que parece, a promessa foi atendida.
Quem acha que as dores de cabeça não são fatais, vai mudar de opinião com a despedida de Franklin Roosevelt, que morreu de embolia cerebral: “I have a terrible headache”. Ah, pois… O melhor mesmo é manter a boa disposição e fazer como Picasso, que pediu festa: “Drink to me!”, ou Karl Marx, que levou o assunto mais do que na desportiva: “Go on, get out! Last words are for fools who haven’t said enough!”. Mais mórbido foi o fim de John Lennon. Assassinado em plena rua, foi abordado por um maníaco que lhe perguntou “Are you John Lennon?”, ao que apenas teve tempo de soltar um “Yes, I am”. No instante seguinte foi atingido por uma bala, e o resto é história da música…
Sempre do contra (se bem que aqui até lhe damos o benefício da dúvida…), Freud insistiu em fazer tudo à sua maneira. Confrontado com o fim, ripostou: “This is absurd! This is absurd!”. Não lhe valeu de nada… Mas, no que toca a atravessar os mundos com tranquilidade, Thomas Edison foi dos mais optimistas: “It’s very beautiful over there”, toca de fechar os olhos e partir para outra! A actriz Joan Crawford também dispensou os paninhos quentes. Assim que a sua empregada começou a rezar, gritou um estridente: “Dammit! Don’t you dare ask God to help me!”, e a ajudante teve de ficar caladinha…
Há centenas de tiradas interessantes. A internet está cheia delas. Por acaso alguém sabe as últimas palavras de Beethoven na ponta da língua?
De manhã, à tarde, à noite e de madrugada… Eis o retrato fiel da minha vida:

Ah!, e sim… Mesmo com tantas horas de vida gastas em frente ao computador, continuo sem dominar minimamente certos pormenores do www… Adivinhem quais!
* Só o gato é que está a mais. Mas, a continuar enjoadinha como ando, cheira-me que qualquer dia arranjo uma mascote qualquer…
2007 começou da melhor maneira: eu, em pijama, no sofá da sala… de casa dos meus pais! Seria normal não tivesse eu 25 anos, morasse sozinha (noutra cidade) há sete, e fosse uma verdadeira party girl. Se não fosse tudo isto, era quase banal. Mas a verdade é que a descrição do meu réveillon torna-se mórbida quando confrontada com a minha realidade. Eu não tenho por hábito passar vésperas de feriado no conforto do lar, um robe de lã não é a minha ideia de casual chic, e um pratinho de pão-de-ló não é a companhia ideal para comemorar seja o que for. Porém, como em Dezembro fui atacada por uma doença mental de elevado risco e sem cura à vista (doença essa que dá pelo nome de estupidez crónica), aos poucos entrei numa espiral de decadência que me trouxe aquilo que sou hoje – uma sombra de mim mesma. Não fosse ter começado a trabalhar, e já tinha dado uso ao Aqueduto das Águas Livres, que há séculos não é palco de nenhuma decisão fatal. De resto, tirando o emprego e somando o Sporting (que só me dá desgostos), está tudo mal. E, sim, tende a piorar. Estou mais enfadonha do que a Camila Parker-Bowles, com a diferença de que ela anda a aumentar a popularidade do marido, e eu ando a aumentar a abertura dos ponteiros da balança…
Ontem, a Pipoca descobriu que alguém andava a plagiar textos do seu blog. Do seu e de, pelo menos, mais três. A tipa, não só teve o desmplante de fazer copy – paste dos desabafos alheios, como chegou ao ponto de copiar os respectivos comentários! Há aqui, no mínimo, duas coisas a dizer: a) esta senhora é uma anormal que envergonha qualquer pessoa que goste de escrever e dê azo à sua liberdade de o fazer num blog. Dá pena pensar nela e, sim, todas as suas acções perdem credibilidade, mesmo que ela venha com pseudo-pedidos de desculpa; b) se ficarmos quietinhos no sofá e deixarmos passar impune uma calúnia como esta, sem que transborde para a praça pública, a história morre aqui e a senhora qualquer dia volta à carga. Como eu acho que não pode, de todo, ser assim, vou fazer o que me for possível para que meio mundo saiba deste episódio.
PS – Como não tem vergonha na cara, a senhora restringiu o acesso ao blog e, agora, parece que o apagou! Arde no inferno, otária!
NOTA: O post foi modificado depois do comentário da nika-liu, que atempadamente me alertou para o grave erro que estava a cometer, ao acusar uma pessoa que, pelos vistos, nada tem a ver com o assunto!
No meu novo local de trabalho (que estou a ADORAR, aproveito para dizer), a temperatura dos open space ronda, em média, os 20 e tal graus. E quando escrevo “20 e tal” estou a apontar para um quentinho muito acima da média de uma lareira. O resultado é simples: em menos de uma semana já ficaram doentes não sei quantas pessoas, eu levanto-me todas as manhãs pior do que no dia anterior, e o meu nariz atingiu um tamanho desproporcionado, tantas são as vezes que tenho de me assoar. Posto isto, o que é que acham que me aconteceu hoje? Fiquei em casa de molho. Mais vale um dia perdido do que uma constipação bola de neve, que na certa me ia atirar para a cama uns bons dez dias. Vou aproveitar o dia para ler, ver todas as séries do FoxLife, e controlar-me para não atacar a dispensa. Amanhã, com certeza, há mais…
Isto sou eu e a Marta no aniversário do Lux… 
E este é o resultado das minhas tentativas para pôr uma imagem no wordpress: MISÉRIA!
Hoje acordei para lá de irritada. No banho, ainda mais rápido do que o habitual, dei por mim a pensar que, ultimamente, este é o meu estado normal. Irritada, sem paciência, mal-humorada, ansiosa… quase antipática. Má para mim. Farta de mim. E ando assim há um mês, mais coisa menos coisa. Sem razão que se veja, pelo menos a olho nú. Mas, no meu íntimo, as razões para estar assim são mais que muitas. E o pior é que não as posso partilhar com ninguém – há coisas que temos, irremediavelmente, que guardar para nós. Eu estou condenada a lutar sozinha com os meus demónios, a sujar o meu sorriso com uma infelicidade escondida, a gastar o pó dos meus dias com uma falta de vida angustiante. Não consigo vencer-me, para já.
“E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende.”
Fernando Pessoa